MACIEL MONTEIRO

 

 

Antônio Peregrino Maciel Monteiro, Barão de Itamaracá, nascido em Pernambuco a 30 de abril de 1804, não alcançou popularidade como alguns dos românticos, mas deixou um soneto que se coloca entre os mais célebres da língua portuguesa, intitulado Formosa. Sua obra poética aparece em um livro: Poesias.

      Foi também grande orador. Faleceu em. 1868.

 

       

 

 FORMOSA

 

 

Formosa, qual pincel em tela fina

Debuxar jamais pôde ou nunca ousara;

Formosa, qual jamais desabrochara

Na primavera a rosa purpurina;

 

Formosa, qual se a própria mão divina -

Lhe alinhara o contorno e a forma rara;

Formosa, qual jamais no céu brilhara

Astro gentil, estréia peregrina;

 

Formosa, qual se a natureza e a arte,

Dando as mãos em seus dons, em seus lavores

Jamais soube imitar no todo ou parte;

 

Mulher celeste, oh! anjo de primores 1

Quem pode ver-te, sem querer amar-te?

Quem pode amar-te, sem morrer de amores?

 

(Poesias)

 

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